quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Preconceitos e o auto ódio

O racismo e o preconceito é uma atitude de ignorância e desrespeito com o ser humano e com o próximo. Hoje em dia deparamos com uma forte discriminação, por sua cor de pele, religião, opção sexual. Alguns anos atrás deparamos com jovens por meio de racismo atearam fogo em um índio.
Temos que tomar cuidado com racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos: negros, índios , nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos, principalmente, pessoas com menor poder aquisitivo e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Essas vitimas de preconceitos e discriminação tem poucos privilégios sociais e direitos.
Mesmo nos tempos modernos onde a discriminação é proibida por lei encontramos fanatismo e a intolerância com o “diferente”. Um autor que é bom ressaltar é o Amós Oz que em 2002 lança o livro “ Contra o Fanatismo”, que deveria ser lido por todas as pessoas , esse livro deixa bem claro os problemas atuais desse mal que é o fanatismo.
Um bom começo é admitir que nenhum de nós está imune a ter preconceitos. Então por meio da educação , a arma mais poderosa, contra o preconceito. Portanto, discutindo sobre esses temas teremos mais facilidade de observar nossas próprias atitudes com mais objetividade e nos ajudar a reagir com sabedoria e intervir quando observamos, por exemplo, em sala de aula atitudes de discriminação.
Para Edery (2004) “Diante das diferenças étnicas e culturais, alguns reagem com curiosidade e interesse, simpatia e apreço; mas outros reagem de forma oposta: com receio, rechaço, desapreço e inclusive ódio. Quando uma pessoa reage à diferença de outra pessoa com rechaço e hostilidade, vemos uma atitude racista. O racismo como atitude inclui o desapreço ao que é diferente por suas características físicas (mal denominadas "raciais"), e também ao que parte de algo coletivo diferenciado por cultura, religião ou orientação sexual. Portanto, o rechaço aos negros, ódio aos judeus, desapreço ao muçulmano ou o ataque ao homossexual não são fenômenos isolados: são distintas manifestações de uma mesma postura racista, só que dirigida contra coletividades distintas. Alguns racistas reagem mais contra uma coletividade e menos contra outras, enquanto todos os que possuem o racismo muito enraizado em seu ser discriminam e odeiam a todos que são diferentes deles mesmos.”
O preconceito e a discriminação de um povo, uma etnia traz vários problemas sociais e morais e de identidade. Essa hostilização de uma minoria étnica , faz surgir auto – ódio.
Fazendo uma analise da historia encontramos os judeus que sempre foi um povo dos excluídos, dos marginalizados e das minorias.
O racismo anti-judaico tem uma tradição de séculos na Europa, com profundas raízes na cultura, religião, pensamento do continente e da Espanha. As manifestações mais violentas do anti-semitismo aí ocorreram: a Inquisição e expulsão e o Holocausto.
A aparição desse auto – ódio é meio de fuga de anos de preconceitos e dolorosas perseguições. Segundo Baibich “ A consciência do ser judeu não se esgota na assunção da condição judaica, mas também se manifesta em sua negação. A recusa em assumir esta condição, sejam quais forem os motivos objetivos, subjetivos ou mesmo inconscientes, pressupõe antes de reconhecer-se enquanto tal. No sentido dado, a negação é também uma forma de manifestação do sentimento do ser, porque não se trata de um não ser, mas de não querer ser o que é” (Baibich,2001,p.3) .
Esse auto – ódio pode ser visto em varias etnias, que quando estão sobre uma opressão ou incluídos em uma sociedade que aplica o estereótipo “normal” , tentam incluir muitas vezes abdicando das suas culturas, traços étnicos e fisionomia.
Para Baibich “ Auto – ódio pode ser visto como uma decorrência quase que direta do mecanismo de defesa chamado de “identificação com o agressor”: indivíduos pertencentes ao grupo dominante, assimilando inclusive valores relativos à visão deturpada de seu próprio, passando a manifestar, em diferentes níveis, sentimentos e condutas deste mesmo preconceito.” ( Baibich,2001,p.19)
Os seres humanos, com sua racionalidade, criaram sistemas de cultura, diversificando-se entre si mais a partir de diferentes cosmologias, que a partir de diferenças biológicas, expressas em características físicas, como cor da pele, formato dos olhos e nariz , textura dos cabelos, etc. O próprio massacre que aconteceu em Rwanda 1994 entre Tutsis e Hutus, só por pequenas diferenças de fisionomia.

"a coletividade em que eu digo 'tu' ou 'nós' não é um plural de 'eu'. Eu, tu, não são indivíduos de um conceito comum. Nem a posse, nem a unidade do número, nem a unidade do conceito me ligam a outrem. Ausência de pátria comum que faz do Outro - o Estrangeiro; o Estrangeiro que perturba o 'em sua casa'. Mas o estrangeiro quer dizer também o livre. Sobre ele não posso 'poder', porquanto escapa ao meu domínio num aspecto essencial, mesmo que eu disponha dele: é que ele não está inteiramente no meu lugar. Mas eu, que não tenho conceito comum com o Estrangeiro, sou, tal como ele, sem gênero. Somos o Mesmo e o Outro. A conjunção 'e' não indica aqui nem adição, nem poder de um termo sobre o outro”. (Fischman apud Levinas,1988,p.26-27)

A constituição do preconceito vem do ser humano, com medo ou desconhecer o diferente. Os fatores históricos comprovam o grande absurdo de discriminação que povos sofreram a decorrer dos séculos.

“(...) a aculturação é a que ganha contornos de maior independência com relação ao anti-semitismo, na medida em que mantém a identidade do judeu preservada e a ele mesmo íntegro, ainda que, ás vezes, possa desembocar na assimilação. Já a assimilação , além de inútil, em seu propósito, provoca sofrimento sem trégua, próprio ao processo de cisão identitária, na qual partes constitutivas do sujeito ( plasmadas na infância ) tendem a ser jogadas para fora ou mimetizadas, o que, alem de impossível, provoca intensa confusão e a dor mental”( Baibich,2001,p.94).

Compreendendo o problema psicológico e histórico das pessoas que sofrem discriminação, Baibich (2001) comenta “provoca tanto a marginalização social e crise de identidade , mais especificamente, em seu fruto mais funesto: o Auto- ódio.”

sábado, 7 de novembro de 2009

Onde isso vai parar !!!!

Hoje em dia deparamos-nos com uma falta de moralidade e respeito muito grande, penso eu!!! Para onde vamos? Aonde tudo isso vai chegar???

POR FAVOR ! OBRIGADO ! COM LICENÇA! DESCULPE-ME! Palavras, antigamente chamadas de mágicas, que estão faltando no vocabulário de muitos jovens.

Escolas com muitos problemas, famílias desestruturadas, valores perdidos. Podemos dizer que vivemos uma “EROSÂO” moral está crescendo de forma exponencial em nossa sociedade MODERNA.

Hoje em dia, qualquer pessoa ligada ao campo educacional, seja como profissional, seja como clientela imediata, seja como publico mais geral, não pode passar ao largo de uma espécie de “crise estrutural” que parece tomar conta da educação brasileira (Aquino, 1997).

Essa crise é generalizada. A família, a escola, o estado e a sociedade de um modo geral tem uma grande parcela de responsabilidade sob esse fato. Notamos que estamos lidando com problemas psicológicos, familiares, culturais e socioeconômicos, entre outros.

A televisão nos bombardeia com informações sobre: mortes, chacinas, helicóptero ABATIDO (nova modalidade da olimpíada 2016), orgia em banheiros escolares, trafico, assaltos...

Mas veja o lado bom, comemoramos o maior feito do Brasil, as OLIMPIADAS 2016. Na qual serão gastos milhões e milhões. Sendo assim PERGUNTO e a educação, onde fica ??? Poderíamos comemorar o grande índice de aprovação, mais uma universidade construída,a queda da evasão escolar , mas não vamos construir estádios isso deve ser mais importante para educação de uma criança.

Longe de mim criticar a Olimpíada,acredito que a mesma tem alguma importância no desenvolvimento social e econômico para o nosso país, mas, como diz o cantor e compositor Bernardo (Bnegão) “Priorize as prioridades”.

Tudo parece conspirar contra um educador. A família, a sociedade , o governo e o próprio educador, que muitas vezes acha que seu oficio é como sina, o que é absolutamente inadmissível em termos profissionais (Aquino, 1998).

Será que somos professores quixotescos, lutando em vão contra o moinho de vento ???

Temos que resgatar a idéia proposta por Arendt em que a escola não é de modo algum o mundo e não deve fingir sê-lo; ela é, em vez disso, a instituição que interpomos entre o domínio privado do lar e o mundo com fito de fazer que seja possível a transição, de alguma forma, da família para o mundo. “E o professor apontando e dizendo para a criança : isso é o nosso mundo”. O sentido “isso é o nosso mundo” é lhe dando a idéia do conhecimento.

Devo lhe dizer o trabalho não será fácil, mas temos que começar.